Guilherme Franco Netto foi liberado neste domingo, 09 de agosto, no Rio de Janeiro por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Assine a campanha de abaixo-assinados em apoio e solidariedade ao pesquisador.

Causa-nos enorme perplexidade e apreensão a notícia recebida pela manhã de hoje sobre a detenção do pesquisador da Fiocruz e Coordenador do GT Saúde e Ambiente da ABRASCO, Guilherme Franco Netto. Essa detenção, em condições até agora não esclarecidas, foi decorrente de ação conjunta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal em operação que investiga desvios de recursos na área da saúde envolvendo órgãos públicos.

Guilherme Franco Netto possui uma longa trajetória de serviços públicos prestados ao país e relevante atuação acadêmica no âmbito da saúde pública brasileira e internacional. Formado em medicina na UFF com doutorado em Epidemiologia nos EUA. atuou como Diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde entre 2007 e 2013. A ABRASCO e o CEBES reconhecem o seu vasto conhecimento e sua atuação no campo da saúde pública e da saúde ambiental é amplamente valorizado por seus pares não apenas da Fiocruz, mas da comunidade científica brasileira e internacional.

Exigimos transparência e imediato esclarecimento sobre as razões dessa medida extrema, bem como ressaltamos a importância da presunção de inocência. Chamamos a atenção de toda a sociedade brasileira, da comunidade acadêmica, dos profissionais de saúde, bem como dos órgãos de imprensa comprometidos com a verdade, a democracia e a justiça, para que fiquem especialmente atentos em relação ao ocorrido. Além disso, é essencial que acompanhemos, com firmeza e em busca de justiça, seus desdobramentos. Não devemos permitir que acusações e conclusões precipitadas atinjam a honra de instituições e pessoas comprometidas com o país.

Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2020

Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO)
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES)

Respostas de 6

  1. Também me causa apreensão pois os motivos não estão justificados. Conheço Guilherme tanto como profissional de saúde desde o período acadêmico e seu valor como profissional nessa área e como pessoa.

  2. Qual acusacao deve ter provas e ser divulgada. O que vó ontem nos jornais, foi que não identificaram nenhum desvio de recursos publucos. O que querem é envolver a FIOCTUZ, uma entidade renomada nacional e internacionalmente, na falcatrua generalizada desses governos composto de politicos corruptos e sem ética.

  3. Fui professora em curso técnicos e os artigos da Fiocruz principalmente na área de meio ambiente, em especial o Dossiê Abrasco que anualmente produzia o melhor relatório sobre o resultado de pesquisas sobre Agrotóxicos. O governo Bolsonaro distribuiu seu feudos de poder, um deles é o do Agronegócio diretamente ligado aos produtores e vendedores de Agrotóxicos. No governo Bolsonaro ocorre a maior liberação de agrotóxicos d todos os tempos. E claro, como todo ditador persegue e destrói reputações de pessoas e instituições. Isso é muito triste. Recebam minha humilde solidariedade e apoio.

  4. Conheço o Guilherme desde 1986 quando fizemos o Básico de Saúde Pública na ENSP. Desde então somos amigos mesmo que à distância imposta por trajetórias profissionais paralelas mas afins.
    Em todos esses anos DESCONHEÇO qualquer desvio de caráter do Guilherme e sinceramente continuo acreditando ter ele sido vítima das armadilhas da Administração Pública e que conseguirá dar justa satisfação à comunidade acadêmica e aos órgãos públicos das acusações que lhe foram colocadas.

  5. Guilherme Franco é um pesquisador comprometido com a saúde pública, honesto e jamais e envolveria com corrupção. Sua prisão deve ser revogada imediatamente e com certeza os fatos serão todos esclarecidos. A justiça deve preservar a verdade e o direito à ampla defesa.

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