No próximo dia 15 de novembro nós brasileiros vamos eleger prefeitas e prefeitos, vereadores e vereadoras que vão dirigir nossos municípios pelos próximos 4 anos. É um momento único para defendermos o bem maior de todos, que é o direito à saúde e a uma vida digna. O Brasil enfrenta sérios problemas. Temos o maior desemprego da história. Quem está empregado está ganhando menos e trabalhando mais. E muitos de nós trabalha na informalidade, sem direito à aposentadoria, férias ou 13º salário. Fora isso, cresce todo dia o preço da comida, do gás e dos remédios. E o pior, voltamos a ter fome no nosso país. Isso não é resultado da falta de dinheiro, como ficam nos dizendo todo dia, mas dos erros do governo, das reformas da previdência e da trabalhista, que retiraram direitos e não criaram nenhum emprego.

A pandemia da Covid agravou tudo. As crianças ficaram fora da escola, as famílias tiveram que se virar para ter renda e perdemos parentes e amigos. O Brasil é o segundo colocado em mortes pela Covid19 no mundo, com mais de 155 mil mortes. Mas muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas. Não foram, porque o governo do Presidente Jair Bolsonaro não fez o que deveria ter feito. Negou a gravidade da doença, disse que era só uma gripezinha e não apoiou como deveria os municípios para que todos tivessem o cuidado necessário. A resposta do governo tem sido desastrosa e omissa.

O Congresso aprovou o auxílio emergencial, que o governo queria que fosse só de R$200,00, sempre dizendo que não tem dinheiro. Mas passou mais de 1 trilhão de reais para os bancos, que já tiveram mais de 30 bilhões de lucro durante a pandemia, e demitiram milhares de trabalhadores. Por que o dinheiro do povo pode ir para os bancos, mas não pode ir para o auxílio emergencial, para a saúde, para a educação?

Felizmente, graças aos deputados e senadores, muitas famílias receberam o auxílio e puderam manter suas vidas minimamente durante a pandemia. Por isso, ele precisa ser mantido e entrar no orçamento de 2021. A pandemia não acabou, temos muito ainda a fazer e infelizmente o governo não tem dado atenção aos nossos problemas. Disse que não vai comprar a vacina, quer todo mundo trabalhando, mas não cria empregos, e ainda ameaça o que foi o mais importante na pandemia: O SUS.

O SUS só aparecia na televisão como problema. Filas, falta de atendimento. Agora o país aprendeu que sem o SUS as nossas vidas correm perigo. Aprendemos que o SUS salva vidas. É claro que é preciso melhorar e muito, mas a questão é dar mais dinheiro para o SUS que ele vai melhorar. Alguns acham que a solução é ter plano de saúde. Será que é melhor pagar um plano caro, que a toda hora nega atendimento, ou ter um SUS para todos, gratuito e de qualidade? A resposta é óbvia, mas às vezes a população acha que isso não é possível, que não vai adiantar. Vai sim. E o primeiro passo é ficar de olho nas candidaturas do seu município.

Você não vai ver nenhum candidato dizendo que quer acabar com o SUS. Mas o que realmente pode melhorar o SUS e a saúde na sua cidade?

E se saúde é muito importante, não vamos ter saúde sem empregos, sem renda, sem educação, sem moradias seguras e sem uma segurança pública que coloque o cidadão em primeiro lugar. O Brasil é um país rico, mas também um dos mais desiguais do mundo. Por isso as candidatas e os candidatos devem estar comprometidos com propostas concretas para reduzir as desigualdades, nos municípios e no país. Reduzir desigualdade significa ampliar os investimentos em saúde e educação, manter e ampliar o Bolsa Família e o auxílio emergencial, criar empregos seguros e com salários dignos, reduzir os impostos para os pobres e a classe média e fazer com que os muito ricos paguem impostos.

Saúde é sinônimo de paz e não de armas. Candidatas e candidatos devem declarar compromisso com a cultura de paz. Chega de violência contra mulheres, negros e pobres.

Saúde é igualdade e não exclusão. Candidatas e candidatos da democracia devem também declarar seu compromisso com o respeito à diversidade social e dizer não a qualquer tipo de discriminação, contra mulheres, negros, populações tradicionais, LGBT+, pessoas com deficiência, com doenças crônicas e patologias ou em situação de rua.

No próximo dia 15 de novembro vamos votar pelo SUS, pela saúde universal e integral e lutar também pelos direitos de cidadania e em defesa da vida.

Uma sociedade justa, com democracia e igualdade é possível. E ela pode começar aí, no seu território, na sua cidade. Viva o povo brasileiro!

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