O Conselho Federal de Medicina (CFM) não nos representa, além disso nos envergonha com sua postura de apoio ao genocídio em curso no Brasil. O Conselho tem responsabilidade sobre as quase 500.000 mortes por Covid-19 no Brasil.
O CFM apoia declaradamente negacionistas e tratamentos ineficazes, além de criticar a CPI que investiga justamente as responsabilidades por essa catástrofe na condução da pandemia no Brasil.
É por isso que a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares e a Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia entregaram o documento “O Conselho Federal de Medicina na Pandemia de Covid-19: pela apuração das responsabilidade da atual diretoria na CPI da Pandemia” ao senador Humberto Costa (PT/PE). O documento, critica a negligência e a compactuação do CFM com a política genocida do Governo Federal de estímulo ao uso do chamado “tratamento precoce” para a Covid-19, mesmo as medicações envolvidas no “kit Covid” não possuírem evidência científica da sua eficácia contra a doença.
O documento pode ser acessado em medicospopulares.org ou a seguir:

Também não me representa.
CFM RESPONSAVEIS E COAUTORES DO SOFRIMENTO HUMANO NA PANDEMIA. NEGARAM A ÉTICA
CFM UM VERDADEIRO GESTOR DO SOFRIMENTO DO NOSSO POVO NA PANDEMIA.
Vergonha para a classe médica! Devem responder por seus atos na CPI da Pandemia. Não me representam.
Tem circulado nas redes sociais e na mídia um pronunciamento do CFM que repudia “os excessos e abusos ocorridos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia em relação aos depoentes e convidados, em especial médicos e médicas”.
Há também um vídeo do presidente do CFM, e que faz uma veemente defesa do trabalho dos médicos e demais profissionais de saúde no atendimento às vítimas dessa pandemia. Em determinado momento ele diz que pouco se sabe a respeito da mesma, o que é verdade em parte, muito embora se saiba que o vírus tem transmissão basicamente aérea, e que medidas como evitar aglomerações e a necessidade do uso de máscara são importantíssimas para sua prevenção assim como a vacinação em massa.
Muito bem, sou médico e acho que as entidades representativas e normativas da categoria médica devem sim se fazer presentes nesses momentos no sentido de defender seus representados. Mas fiquei me perguntando por que somente agora o CFM se posiciona?
Pra mim é importante que qualquer pessoa seja tratada com urbanidade e decência esteja numa CPI ou numa delegacia de polícia, independentemente de sua profissão ou classe social. Sei que nem todos pensam assim, inclusive há quem defenda tortura, algo inadmissível em qualquer situação.
Onde estava essa entidade quando o Sr. Presidente da República colocou, na condução do Ministério da Saúde, durante e existência de uma grave crise sanitária para o país (e o mundo) alguém sem nenhuma formação na área e em substituição a um médico?
Onde estava o CFM quando o Sr. Presidente da República fez um vídeo incentivando apoiadores a entrarem em hospitais e filmarem os leitos e o trabalho de médicos e demais profissionais de saúde, alegando que os dados referentes à Covid estavam sendo manipulados para atingir seu governo?
O que faz o CFM quando o Sr. Presidente da República desestimula as medidas preventivas contra a pandemia frequentemente? Ele não usa máscara de proteção a maior parte do tempo e promove aglomerações numa atitude de negação que leva boa parte da população a repetir e reproduzir tais comportamentos, com as consequências óbvias. Isso sem se falar em quantas vezes ele contribuiu com suas falas para desacreditar as vacinas inclusive apregoando que não irá se vacinar corroborando o que boa parte da população pensa erroneamente sobre vacinas.
Diante pois de quase meio milhão de brasileiros mortos por essa pandemia me resta:
1. Responsabilizar o Sr. Presidente da República por essa mortandade e
2. Acusar o Conselho Federal de Medicina, por seu silêncio, de ser cúmplice desse verdadeiro genocídio.
CFM me envergonha!
Sou cirurgião vascular em Montenegro, cidade da região metropolitana da Porto Alegre. Aqui, sofremos com a investida dos médicos negacionistas (a maioria dos colegas) apoiados pelos Conselhos de medicina, que fizeram campanha para que o hospital privado (unimed) assumisse o tratamento precoce e até instituísse um grupo de pesquisa com estes pacientes, o que, felizmente, não ocorreu. Porém, junto a PM isto aconteceu, e o dito tto precoce foi imposto a população. Há tempos tento contato com os Médicos Populares, e, agora, vou contribuir através do catarse. Um abraço e uma boa luta a todxs!